Quando duas pessoas compram um imóvel juntas, normalmente existe um plano.
Pode ser um casal começando uma vida a dois.
Pode ser uma união estável.
Pode ser um amigo ajudando na composição de renda. Pode ser um irmão.
Pode ser um sócio.
O que ninguém costuma pensar é no que acontece quando os planos mudam.
E acredite: essa é uma das dúvidas mais comuns que aparecem no mercado imobiliário.
Primeira verdade importante: o banco não participa da conversa.
Você pode terminar um relacionamento, encerrar uma sociedade ou simplesmente decidir seguir outro caminho.
O financiamento continua exatamente igual.
Se duas pessoas assinaram o contrato, as duas continuam responsáveis até que a situação seja regularizada.
Para o banco, o problema não é quem ficou com a razão. O problema é quem vai pagar a parcela.
Essa costuma ser uma das maiores surpresas.
Não. Mas o banco também não devolve o FGTS. Ele já foi utilizado na compra do imóvel.
Por isso, quando chega a hora de resolver a situação, é importante analisar quanto cada pessoa efetivamente investiu.
E aqui entra um detalhe que muita gente desconhece.
Nem sempre.
Imagine uma situação: uma pessoa utilizou R$ 80 mil de FGTS. A outra entrou apenas na composição de renda. Ou então uma colocou mais recursos próprios na entrada.
Quando chega a hora de negociar a saída de uma das partes, normalmente são avaliados fatores como:
Ou seja: o amor pode ter sido meio a meio. O investimento nem sempre foi. 💙
Pode. Mas existe uma etapa que muita gente esquece: o banco precisa concordar.
Não basta as partes decidirem que o imóvel ficará com apenas uma delas. Se ele estiver financiado, será necessária uma nova análise de crédito.
O banco vai avaliar:
E é aqui que algumas histórias tomam outro rumo.
Na prática, não.
Mesmo que exista acordo entre as partes, a instituição financeira precisa aprovar a transferência da dívida. Quando existem restrições de crédito, a aprovação normalmente não acontece.
E essa é uma situação mais comum do que parece. Muitas vezes a pessoa quer ficar com o imóvel. Tem interesse. Tem histórico no imóvel. Mas não consegue assumir o financiamento sozinha.
Acontece.
Às vezes ninguém possui renda suficiente. Às vezes ninguém quer permanecer. Às vezes o banco não aprova a transferência.
Nesses casos, a solução mais comum costuma ser a venda do imóvel. O financiamento é quitado e o resultado é dividido conforme o acordo entre as partes.
Nem sempre é a solução ideal. Mas muitas vezes é a mais simples.
Não é depois. É antes.
Calma — isso não significa ser pessimista. Significa entender que um imóvel é um patrimônio. E patrimônio exige planejamento.
Da mesma forma que as pessoas conversam sobre localização, valor, entrada e financiamento, também vale a pena entender como a propriedade está sendo construída e quais seriam os caminhos caso os planos mudem no futuro.
Todo mundo fala sobre juntar. Poucos falam sobre o que acontece quando os caminhos se separam.
E conhecer essas regras não torna ninguém menos romântico. Apenas ajuda a tomar decisões mais conscientes.
Porque comprar um imóvel é um projeto importante. Mas saber administrar esse patrimônio também faz parte dele.
Máximo Imóveis — Sua Vida ao Máximo
Clareza, planejamento e segurança em cada etapa da sua decisão.